José Bonifácio Lafayette de Andrada

José Bonifácio Lafayette de Andrada (Barbacena, 1 de maio de 1904 — Belo Horizonte, 18 de fevereiro de 1986) foi um advogado e político brasileiro, signatário do Manifesto dos Mineiros, constituinte estadual em 1935 e membro da Assembléia Nacional Constituinte de 1946, deputado federal por oito mandatos e presidente da Câmara dos Deputados (1968-1970).

Filho do diplomata José Bonifácio de Andrada e Silva e de Corina Lafayette de Andrada. Membro do ramo mineiro do clã Andrada, é tetraneto do Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva. É sobrinho de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, presidente do estado de Minas Gerais (1926-1930) pelo lado paterno e neto do conselheiro e jurisconsulto do Império Lafayette Rodrigues Pereira pelo lado materno. Mais conhecido nas lidas políticas como Zezinho Bonifácio, foi casado com Vera Raymunda Tamm de Andrada, com quem teve três filhos.

Advogado formado pela Faculdade Nacional de Direito da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1927, foi professor de História no Colégio Estadual de Barbacena, oficial de gabinete da Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais (1927-1930), foi signatário do Manifesto dos Mineiros e membro-fundador da UDN em 1945 e logo integrou a “Banda de Música da UDN” na qualidade de férreo opositor de Getúlio Vargas. Eleito deputado federal em 1945, 1950, 1954, 1958 e 1962 pela referida legenda, ingressou na ARENA, pela qual venceu as eleições de 1966, 1970 e 1974.

Eleito presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 1968, sua gestão foi marcada pelo recesso compulsório do Poder Legislativo entre a decretação do Ato Institucional Número Cinco e a eleição do general Emílio Garrastazu Médici. Vice-presidente nacional da ARENA em 1971, abandonou a vida pública após seu último mandato parlamentar quando foi líder do governo Ernesto Geisel em 1979.

Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia de Barbacena de 1976 a 1986 e presidiu o conselho de administração do Banco de Crédito Rural de Minas Gerais. Faleceu em 18 de fevereiro de 1986 na capital mineira tendo sido sepultado no cemitério da Boa Morte, em Barbacena, sua terra natal.