Lafayette Rodrigues Pereira

Lafayette Rodrigues Pereira – Conselheiro Lafayette

Lafayette Rodrigues Pereira, jurista e político brasileiro, nasceu em Queluz, MG, em 28 de março de 1834 filho do barão de Pouso Alegre, Antônio Rodrigues Pereira, e da baronesa Clara Lima Rodrigues.

Em 1853 partiu para São Paulo, matriculando-se na Faculdade de Direito, após conclusão dos estudos primários e secundários. Concluso o curso de Direito retornou a Ouro Preto em 1857 dedicando-se à advocacia.

Em 1858 mudou-se para a capital do Império e trabalhou no escritório de Teixeira de Freitas, simultaneamente se dedicando ao jornalismo. No mesmo ano, juntamente com Pedro Luís e Flávio Farnese, fundou o jornal “Atualidade”, onde redigiu artigos até 1860. Foi também redator no Le Brésil, no Diário do Povo e A República.

Em 1864/1865 foi presidente do Ceará e do Maranhão de 1855/1856.

Em 1870 aparecia como um dos mais importantes signatários do Manifesto Republicano redigido por Quintino Bocaiuva. Quando da criação do Clube Republicano foi aclamado como Secretário da nova agremiação política.

Em 1878 Lafayette Rodrigues Pereira aceitou ser ministro da Justiça do gabinete Sinimbu.

Em 1879, com a indicação de seu nome na lista tríplice pelo eleitorado mineiro foi escolhido como Senador pelo Imperador D. Pedro II.

Em 6 de junho de 1884, o gabinete Lafayette foi substituído pelo gabinete Dantas. Lafayette passou então a servir ao Brasil em outros setores: como senador, conselheiro de Estado, diplomata e, sobretudo, grande jurista e escritor que sempre fora.

Em 1885, foi nomeado ministro em missão especial no Chile, para servir de árbitro nas reclamações italianas, inglesas e francesas motivadas pela Guerra do Pacífico entre o Chile, de um lado, e o Peru e a Bolívia, do outro.

Em 1889, foi de novo acreditado ministro em missão especial, de parceria com Amaral Valente e Salvador de Mendonça, na delegação do Brasil à primeira Conferência Internacional Americana. Abandonou o posto em 17 de novembro de 1889 por não aceitar a renovação dos seus poderes pelo Governo Provisório da República recém-proclamada. Deixou, dessa forma, de assinar os atos finais que criaram a União Internacional das Repúblicas Americanas, depois União Panamericana.

Foi eleito em 1º de maio de 1909 para ocupar a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, a qual tinha sido ocupada anteriormente por Machado de Assis.

As obras jurídicas de Conselheiro Lafayette são fundamentais à evolução do Direito no Brasil destacando o “Direito da Família”, “Direito das Sucessões” e “Direito Internacional”. Rui Barbosa o considerava a mais alta personalidade do pensamento jurídico brasileiro.

Sua filha, Corina Lafayette, casou-se com José Bonifácio de Andrada e Silva, da família do Patriarca da Independência, e que se tornaria um importante diplomata brasileiro.

Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29 de janeiro de 1917. Suas cinzas foram levadas para repousar ao lado dos restos mortais de seus pais, sepultados na igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, localizada na praça Barão de Queluz, centro de Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais.